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BC publica novas regras para evitar que bancos usem FGC como estratégia para captar recursos

BC aprova regras mais rígidas para o FGC após crise com Master O Banco Central publicou nesta sexta-feira (30) o detalhamento das novas regras que tornam mais...

BC publica novas regras para evitar que bancos usem FGC como estratégia para captar recursos
BC publica novas regras para evitar que bancos usem FGC como estratégia para captar recursos (Foto: Reprodução)

BC aprova regras mais rígidas para o FGC após crise com Master O Banco Central publicou nesta sexta-feira (30) o detalhamento das novas regras que tornam mais difícil para bancos usarem a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia para atrair investidores e captar recursos no mercado financeiro. As medidas entram em vigor na próxima segunda-feira (1º) e foram definidas após a crise envolvendo o Banco Master, que registrou forte crescimento em pouco tempo ao oferecer taxas de rendimento acima das praticadas por outras instituições financeiras. O banco também destacava a cobertura do FGC como garantia para aplicações consideradas mais arriscadas. LEIA TAMBÉM: Projeto para FGC bancar perdas de fundos de pensão pode estimular má gestão nestas entidades No fim de abril, o Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu criar novas exigências para instituições financeiras que utilizam recursos cobertos pelo FGC. ➡️Pela regra, os bancos terão de observar o chamado “ativo de referência”, indicador que mede a qualidade e a diversificação dos recursos da instituição. Na prática, se a parcela de recursos garantidos pelo FGC superar o volume ligado a ativos de menor risco, o banco será obrigado a direcionar parte do dinheiro para títulos públicos federais, considerados mais seguros. Reforço na segurança do mercado Segundo o Banco Central, a medida aumenta a capacidade das instituições de enfrentar riscos e busca reforçar a segurança do sistema financeiro. O BC também informou que, a partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC passarão a receber informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo. Em nota, o Banco Central afirmou "as alterações aumentam a consistência das métricas utilizadas na regulação, melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional". O Fundo Garantidor de Créditos é uma entidade privada que protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras. Atualmente, a cobertura é de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira.

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