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Dólar sobe e fecha a R$ 5,48 após decisão do Copom e com política econômica no radar; Ibovespa cai

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,67% nesta quinta-feira (5), cotado a R$ 5,4885. Já o Ibovespa, principal índice d...

Dólar sobe e fecha a R$ 5,48 após decisão do Copom e com política econômica no radar; Ibovespa cai
Dólar sobe e fecha a R$ 5,48 após decisão do Copom e com política econômica no radar; Ibovespa cai (Foto: Reprodução)


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar fechou em alta de 0,67% nesta quinta-feira (5), cotado a R$ 5,4885. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 0,82%, aos 166.191 pontos. Investidores repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano e monitoraram as sinalizações do governo Lula (PT) para as contas públicas. No exterior, dados de emprego dos EUA também ficaram no radar. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ A decisão de manter a Selic veio em linha com o esperado pelo mercado. Segundo o Copom, o aumento das expectativas de inflação do mercado financeiro e a desaceleração da economia exigem "serenidade" na condução dos juros. Saiba mais. ▶️ Em Brasília, o foco ficou nas contas públicas. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que não há "fórmula mágica" para a economia brasileira e que o governo Lula vai "manter compromissos fiscais" e os feitos durante a campanha eleitoral no plano social. A fala ocorreu após uma reunião com o presidente Lula, ministros, ex-ministros e economistas. ▶️ Na agenda econômica do dia, foram divulgados dados de emprego, juros e produção industrial. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 189 mil, no menor nível desde 1969. Na Inglaterra, o Banco da Inglaterra elevou os juros para 4% ao ano. Já no Brasil, a produção industrial recuou 0,8% em setembro, enquanto o PMI de serviços caiu para 44,5 em outubro. ▶️ A reforma tributária e o fim da escala 6x1 também ficaram no foco. Nesta semana, o governo sinalizou a intenção de regulamentar o fim da 6x1 e indicou a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas. Já na véspera, o governo publicou a Medida Provisória que estabelece as alíquotas do Imposto Seletivo, também conhecido como "imposto do pecado", para 2027. ‘Imposto do pecado’: o que entra? Produtos vão ficar mais caros? Veja perguntas e respostas Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +0,81%; Acumulado do mês: +0,81%; Acumulado do ano: 0%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: --18,12% Acumulado da semana: -1,03% Acumulado do mês: --1,03%; Acumulado do ano: +3,14%. Copom interrompe ciclo de cortes O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa básica de juros da economia em 13,75% ao ano. A decisão foi unânime. Com a decisão, o Copom interrompe o ciclo de cortes na taxa básica de juros iniciado em março deste ano. Segundo o comunicado, o "aumento significativo das incertezas em torno do cenário base, expectativas de inflação mais elevadas, e desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada, apresenta um cenário desafiador para a política monetária, demandando serenidade e cautela na sua condução". 🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre. Com a Selic em 13,75% ao ano, o Brasil lidera um ranking de 40 países elaborado pelos sites MoneYou e Lev Intelligence. Considerando os juros reais, que descontam a inflação estimada para os próximos 12 meses, a taxa brasileira é de 8,45% ao ano, seguida pela da Rússia, de 6,79% ao ano. Brasil amplia distância e segue com o maior juro real do mundo após Copom manter Selic; veja ranking Sobre o cenário externo, o Copom destacou que o ambiente tornou-se mais "adverso" devido ao prolongamento dos conflitos no Oriente Médio, que impactam diretamente no preço do petróleo e seus derivados e da política monetária mais restritiva nas economias avançadas. Para o BC, esse conjunto de fatores demanda "cautela" dos países emergentes, como o Brasil, diante da volatilidade dos preços de ativos e commodities. Já em relação ao cenário doméstico, o BC aponta que o conjunto de indicadores divulgados desde a última reunião do colegiado, em setembro, apontam para uma "moderação mais acentuada da atividade econômica". O mercado de trabalho, por sua vez, permanece resiliente ainda que com sinais de desaquecimento na margem. "Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes aceleraram, situando-se acima do limite superior do intervalo de tolerância da meta", destaca o Copom. Bolsas globais Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos operavam em forte queda nesta quinta-feira, devolvendo os ganhos do rali registrado na véspera após as eleições de meio de mandato. O movimento era puxado principalmente pelas ações de tecnologia, em meio a preocupações com o futuro dos investimentos em inteligência artificial. O índice Dow Jones caiu 3,50%, enquanto o S&P 500 recuou 4,30% e o Nasdaq Composite teve perdas de 5,52%. Na Europa, os índices fecharam mistos, de olho em protestos locais e em meio à queda das ações do setor de tecnologia. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,67%. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,43%, enquanto o CAC-40, da França, subiu 0,34% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 0,43%. Na Ásia, as bolsas locais fecharam mistas nesta quinta-feira, conforme investidores continuaram a avaliar as eleições de meio de mandato dos Estados Unidos. O SSEC, Índice de Xangai, teve alta de 0,10%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, subiu 0,29%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 5,28% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 3,67%. No Japão, o Nikkei recuou 1,79%. * Com informações da agência de notícias Reuters. Cédulas de dólar John Guccione/Pexels

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