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Lula diz que vai incluir estudantes com pendências no Fies em programa de renegociação

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante visita ao novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) Ricardo Stuckert / PR O p...

Lula diz que vai incluir estudantes com pendências no Fies em programa de renegociação
Lula diz que vai incluir estudantes com pendências no Fies em programa de renegociação (Foto: Reprodução)

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante visita ao novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) Ricardo Stuckert / PR O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (10) que vai incluir estudantes com pendências no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no novo programa para o pagamento de dívidas de trabalhadores – que está em estudo e pode ser lançado pelo governo nos próximos dias. "Agora estamos com problema porque está aumentando endividamento do Fies. Vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. Não pode tirar o jovem do seu sonho universitário porque está devendo", disse Lula. "Tem tanta gente que deve pro governo. A gente sonha que ele pague a dívida dele sendo profissional competente. Vai melhorar qualidade da produtividade do país, mais mão de obra qualificada", afirmou. A elaboração de um programa para pagamento de dívidas foi uma demanda do presidente Lula, que tem demonstrado, em entrevistas e discursos, preocupação com o nível de endividamento das famílias. O petista deu a declaração durante uma visita novo prédio do Campus Sorocaba do Instituto Federal de São Paulo. Veja os vídeos que estão em alta no g1 Com o alto nível de endividamento da população, o governo anunciou que avalia medidas para aliviar a pressão sobre as finanças das famílias — e uma delas envolve o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o Ministério do Trabalho, a pasta avalia a liberação de até R$ 17 bilhões do fundo para ajudar trabalhadores a quitar dívidas. A proposta pode beneficiar mais de 10 milhões de pessoas e integra um pacote mais amplo para reduzir o endividamento, tema tratado como prioridade pelo presidente Lula e reforçado nesta semana pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. De acordo com o ministério, o plano prevê duas medidas diferentes: Liberação de até R$ 10 bilhões A primeira medida prevê a liberação de um valor entre R$ 9 bilhões e R$ 10 bilhões para ajudar trabalhadores a quitarem dívidas. A iniciativa, no entanto, não deve contemplar todos os brasileiros: o foco será em pessoas de menor renda, com exclusão de quem recebe salários mais altos — como na faixa de R$ 20 mil, por exemplo. O entendimento da pasta é que essa faixa de renda teria mais condições de arcar com os débitos. O Ministério, no entanto, não detalhou se já existe um teto salarial específico definido para essa proposta. Liberação de R$ 7 bilhões a 10 milhões de pessoas Já a segunda medida, divulgada anteriormente, prevê a liberação de cerca de R$ 7 bilhões para aproximadamente 10 milhões de trabalhadores. O valor é destinado a quem aderiu ao saque-aniversário, foi demitido e teve parte do saldo do FGTS bloqueada como garantia de empréstimos bancários. Na prática, essa segunda proposta busca devolver valores que ficaram bloqueados além do necessário nessas operações. Quando o trabalhador antecipa o saque-aniversário, a Caixa Econômica Federal retém parte do saldo do FGTS como uma garantia do empréstimo — uma espécie de reserva para cobrir o pagamento caso o trabalhador tenha dificuldade de quitar a dívida.

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