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Temores com IA derrubam mercados globais nesta sexta-feira; Coreia do Sul aciona circuit breaker

A tela exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) em uma sala de negociação do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul, na quinta-feira, 5 de novemb...

Temores com IA derrubam mercados globais nesta sexta-feira; Coreia do Sul aciona circuit breaker
Temores com IA derrubam mercados globais nesta sexta-feira; Coreia do Sul aciona circuit breaker (Foto: Reprodução)


A tela exibe o Índice Composto de Preços das Ações da Coreia (KOSPI) em uma sala de negociação do Hana Bank em Seul, Coreia do Sul, na quinta-feira, 5 de novembro de 2026. Lee Jin-man/AP Apesar do desempenho positivo das bolsas de Wall Street nesta sexta-feira (6), o forte tombo dos índices americanos na véspera se espalhou pelos mercados globais. O movimento ocorre em meio às dúvidas sobre o retorno dos investimentos bilionários em inteligência artificial (IA), agravadas pelo temor de que a vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos resulte em regras mais rígidas e acabe restringindo a expansão dos centros de dados no país (entenda mais abaixo). 📱 Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Enquanto os índices americanos operavam mistos, as bolsas europeias fecharam em queda generalizada na sessão. Perto das 16h, o Dow Jones tinha perdas de 0,02%, enquanto o S&P 500 subia 0,67% e o Nasdaq Composite avançava 1,38%. Agora no g1 Já na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600, que reúne as principais empresas de 17 países europeus e serve como referência para o desempenho das bolsas da região, fechou em queda de 1%. Entre os demais índices acionários da região, o DAX, da Alemanha, caiu 1,92%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,81% e o FTSE 100, do Reino Unido, perdeu 1,01%. Na Ásia, as principais bolsas de valores fecharam em forte queda nesta sexta-feira, acompanhando o tombo de Wall Street. Japão e Coreia do Sul registraram algumas das maiores perdas, próximas de 6% no fechamento. Na bolsa sul-coreana, o índice Kospi, que acompanha o desempenho das principais empresas do país, chegou a despencar 8,8% durante o pregão. A queda acionou o circuit breaker, mecanismo que interrompe temporariamente as negociações para conter movimentos extremos no mercado. Os negócios ficaram suspensos por 20 minutos. Após a retomada, o índice recuperou parte das perdas e fechou em queda de 6,02%. Veja como fecharam as principais bolsas asiáticas: Japão (Nikkei): queda de 5,96%, aos 57.434 pontos. Coreia do Sul (Kospi): recuo de 6,02%, aos 5.059 pontos. Taiwan (Taiex): baixa de 4,51%, aos 39.701 pontos. Cingapura (Straits Times): queda de 2,17%, aos 5.181 pontos. Hong Kong (Hang Seng): recuo de 1,27%, aos 24.481 pontos. China (Xangai): baixa de 1,10%, aos 3.649 pontos. China (CSI 300): queda de 1,44%, aos 4.054 pontos. Austrália (S&P/ASX 200): recuo de 0,49%, aos 9.020 pontos. Por que as bolsas estão caindo? A onda de vendas começou em Wall Street. Na quinta-feira (5), o S&P 500, índice que reúne 500 das principais empresas americanas, teve o pior desempenho desde abril de 2025 — naquele mês, o presidente Donald Trump anunciou o “tarifaço”, como ficou conhecido o aumento de impostos sobre produtos importados. Veja como fecharam os principais índices americanos: S&P 500: queda de 4,4%, aos 7.353,73 pontos. Dow Jones: recuo de 3,4%, aos 51.523,06 pontos. Nasdaq: baixa de 5,5%, aos 24.315 pontos. As perdas foram lideradas por empresas de tecnologia, em meio ao receio de que os investimentos bilionários em inteligência artificial não tragam o retorno esperado. As chamadas "Sete Magníficas", grupo que reúne algumas das maiores empresas de tecnologia dos Estados Unidos, como Nvidia, Meta, Alphabet e Microsoft, perderam aproximadamente US$ 800 bilhões (R$ 4,4 trilhões) em valor de mercado, montante superior ao Produto Interno Bruto (PIB) da Suécia. ➡️ ENTENDA o que derrubou as ações de IA. 🔍 Os investidores também se preocupam com o alto custo de construção dos data centers, grandes instalações que concentram servidores e outros equipamentos necessários ao funcionamento de sistemas de IA. O temor é que esses projetos desacelerem e que as empresas ligadas ao setor estejam supervalorizadas, o que poderia levar a uma correção mais forte nas ações. Outro fator de incerteza foram as eleições de meio de mandato nos EUA. A vitória dos democratas aumentou o temor de maior fiscalização e de restrições à construção dessas instalações, em meio às preocupações com seu elevado consumo de energia. Entre as empresas mais afetadas na quinta-feira estão: Nvidia: queda de 9,3%. AMD: recuo de 17,3%. CoreWeave: baixa de 9,8%. GE Vernova: queda de 7,5%. Com as perdas, o Nasdaq, que concentra grandes empresas de tecnologia, ficou 11,9% abaixo do recorde registrado no mês passado. Uma queda superior a 10% em relação a um pico recente é chamada, no mercado financeiro, de “correção”. Apesar da queda, bolsas chinesas têm alta na semana Na China e em Hong Kong, as bolsas recuperaram parte das perdas ao longo do pregão, com investidores em busca de ações que haviam ficado mais baratas e diante das medidas de apoio ao mercado adotadas por Pequim. Apesar das perdas desta sexta-feira, os principais índices da China e de Hong Kong encerraram a semana em alta: CSI 300 (China): avanço de 1,7%. Xangai (China): alta de 1,4%. Hang Seng (Hong Kong): valorização de 5,1%. Hang Seng Tech (Hong Kong): alta de 8,6%. As empresas chinesas ligadas à inteligência artificial, porém, também foram pressionadas pela onda de vendas no setor nos Estados Unidos. A Zhongji Innolight caiu 9,2%, enquanto a Eoptolink Technology recuou 7,3%. Segundo analistas, investidores na China acompanham de perto os sinais de uma possível bolha no setor de IA nos Estados Unidos, que poderia ter reflexos também sobre as empresas chinesas. *Com informações das agências de notícias Reuters e Associated Press

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